sexta-feira, 13 de maio de 2016

Água nas alturas

Vocês se lembram da experiência que fizemos na sala de aula?
Pois bem... vamos reforçar com esse texto o que aprendemos na prática. Boa leitura!


Como as águas que ficam no subsolo formam rios e cachoeiras em montanhas?

Chuááá! Esse barulho no meio da floresta não deixa dúvidas: tem catarata por perto. Ver aquela água toda caindo é realmente muito bonito, mas como será que ela vai parar lá no alto? Nosso leitor Carlos Alberto, que sabe que a água dos rios surge em depósitos subterrâneos, ficou intrigado com o tema.

Se a água corre em depósitos subterrâneos, como vai parar no alto das montanhas para formar as cachoeiras? (Foto: Flickr / Even Normann / CC BY 2.0)


Fui correndo falar com o geólogo Reginaldo Bertolo, da Universidade de São Paulo, e ele explicou mais sobre os tais depósitos subterrâneos – conhecidos como lençóis freáticos ou aquíferos. Quer conferir?

“A água que aparece nas montanhas vem da chuva”, conta Reginaldo. “Os pingos caem nessas regiões mais altas e vão descendo por entre os grãos do solo até atingir o lençol freático”.

A chuva pode cair em um ponto bem alto da montanha. A água se infiltra no solo até chegar a um lugar onde não pode mais ser absorvida – um maciço rochoso ou um solo impermeável, por exemplo. E assim se formam os lençóis freáticos, que dão origem às nascentes de rios e lagoas (Foto: Flickr / O Fuji / CC BY-NC-SA 2.0)

Cada região tem seu próprio lençol freático, e a altitude entre eles pode variar. Em locais onde chove com frequência, esse reservatório está quase sempre cheio, e a água transborda mais facilmente para a superfície. “As nascentes dos rios surgem especialmente nos vales das montanhas, naqueles locais onde a superfície do lençol freático cruza com a superfície do solo”, conta o cientista.

Veja que conclusão interessante: as cachoeiras enormes que vemos por aí começaram com várias pequenas gotas de chuva, que foram se unindo e andando juntas embaixo da terra até virarem grandes cursos d’água!

Fonte: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/agua-nas-alturas/


terça-feira, 12 de abril de 2016

Tic Tac Interior

Você sabia???

Seu corpo não tem despertador nem mostra as horas, mas dentro dele funciona um relógio...biológico! Esse relógio é quem regula quando a gente vai sentir sono e quando a gente vai querer acordar. Mas que tal começar essa história do começo?

Ninguém vive sem dormir, mas ninguém vive só dormindo. Por isso nosso organismo funciona em uma espécie de "roda-gigante": a gente acorda, depois dorme, depois acorda de novo, dorme de novo...Cada um desses ciclos de "dorme-acorda" é chamado de circadiano. Nominho meio esquisito, né? Mas o que importa é o significado dele: "cerca de um dia". Nosso ciclo ganhou esse nome porque ele dura...cerca de um dia, é claro! Mais precisamente, 24 horas e 18 minutos!

E o relógio biológico? Bom, é ele quem "administra" nosso circadiano. Se você faz uma viagem para o Japão, por exemplo, seu relógio biológico tem que rebolar para adaptar seu circadiano ao novo horário. E sabia que viajando para o leste nosso relógio tem menos trabalho do que viajando para o oeste? É que, como todo dia nosso circadiano "passa" 18 minutos do horário, o relógio biológico tem mais facilidade de "adiantar" as horas do que de "atrasar". E como os fusos horários da Terra aumentam em direção ao leste, já viu, né?

Fonte: http://www.canalkids.com.br/saude/vocesabia/janeiro02.htm

sexta-feira, 18 de março de 2016

O mosquito que incomoda muita gente.

Armadilhas, inseticidas, repelentes, garrafas de cabeça para baixo, vasos de planta com areia nos pratos, caixas d’água bem fechadas… A maioria das pessoas parece já saber o que é preciso fazer para evitar a picada e a multiplicação do Aedes aegypti, transmissor da dengue. Mas você sabe como o mosquito é capaz de levar o vírus de uma pessoa a outra?

Na verdade, são necessários três componentes em ação para que alguém seja contaminado e a doença se desenvolva: o vírus que causa a doença; a fêmea do Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor do vírus (ou vetor) e uma pessoa que nunca teve contato com o tipo de vírus que está sendo transmitido pelo inseto para ser contaminada. Quando tudo isso se junta, é dengue na certa! Mas, vamos entender melhor…

A fêmea do mosquito da dengue vive até 30 dias. Para conseguir o sangue de que necessita para se alimentar e amadurecer seus ovos, ela tem, digamos, uma arma secreta. Sua saliva contém substâncias que funcionam como um anestésico, o que dificulta que a pessoa que está sendo picada perceba o inseto em ação (Foto: Genilton Vieira/IOC)

A fêmea do mosquito pica porque precisa do sangue para amadurecer seus ovos. Então, ao sugar o sangue de alguém com o vírus da dengue, o inseto é infectado. Dentro do mosquito (ou melhor, da “mosquita”!), o vírus segue diretamente para o seu estômago, onde fica de dez a 12 dias. Ali, ele se multiplica e se espalha pelo organismo do inseto, chegando às glândulas salivares. É aí que a fêmea do A. aegypti se torna transmissora (ou vetor) do vírus da dengue para outras pessoas que vier a picar, porque, antes de sugar o sangue, ela injeta um pouco de saliva, que se estiver contaminada…

Verdade seja dita: não é certo que a pessoa picada pela fêmea do A. aegypti desenvolverá a doença. Se a vítima do mosquito for alguém que nunca teve a dengue, a resposta é sim, ela adoecerá. Porém, existem quatro tipos de vírus da dengue, denominados 1, 2, 3 e 4. Uma pessoa que já teve dengue do tipo 1, por exemplo, torna-se imune a esse vírus, adoecendo apenas se for infectada com os tipos 2, 3 e 4. Quem já teve dengue dos tipos 1 e 3, por exemplo, adoecerá se for contaminada com os tipos 2 e 4, e por aí vai…

Como a fêmea do A. aegypti não apresenta carteira de identidade, tampouco anuncia com qual tipo de vírus ela está infectada, o que temos a fazer é nos proteger de todo e qualquer mosquito!

Fonte; http://chc.cienciahoje.uol.com.br/o-mosquito-que-incomoda-muita-gente/ 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Estrelas que contam histórias

As Três Marias fazem parte de Órion e Sirius pertence a Cão Maior

Há muito tempo o ser humano estuda os mistérios do céu. Mesmo antes de existirem os modernos telescópios e outros aparelhos que auxiliam os astrônomos atuais, os povos antigos já voltavam os seus olhos para as estrelas. Então, que tal fazer como eles? 

O caçador e o guardião

Já ouviu falar da constelação de Órion? Se não, com certeza as Três Marias são familiares para você! Pois saiba que essas três estrelas juntinhas umas das outras fazem parte de Órion. Na mitologia greco-romana, esse é o nome de um caçador que, após sua morte, foi colocado no céu em forma de constelação pelo deus Zeus.
Perto de Órion, há uma outra constelação que você também pode observar: Cão Maior. Consegue maginar por que ela tem esse nome? Para os gregos e romanos, o Cão Maior era o guardião de Órion: um cão de guarda. Por sua vez, Orion caça o Touro e o Leão, outros conjuntos de estrelas que ficam bem próximos dele no céu!
“Os nomes das constelações estão associados a mitos, lendas e costumes das sociedades”, explica o astrônomo Paulo Cesar Pereira, da Fundação Planetário do Rio de Janeiro. “Tanto que diversas culturas criaram sistemas próprios de constelações, como os chineses e os índios brasileiros.”

O Cruzeiro do Sul ajudava os navegadores do século 16 a se orientar durante as suas viagens .

Pequena gigante

Mas as estrelas não servem somente para marcar o tempo. Quem mostra isso é outra constelação bastante conhecida, o Cruzeiro do Sul. Ela foi muito importante no tempo das grandes navegações, no século 16, em que os europeus saíram em busca de novas terras e chegaram a lugares como o Brasil. Sabe por quê?

Ao olhar para essa constelação em forma de cruz, que só pode ser vista no hemisfério Sul, os navegadores conseguiam localizar… a direção Sul! “Se prolongarmos o braço maior da cruz quatro vezes no sentido cabeça-base da cruz, encontramos o pólo Sul celeste. Caso tracemos uma linha vertical a partir dele até o chão, achamos o ponto cardeal Sul”, explica Paulo Cesar Pereira. Apesar de ser a menor das 88 constelações que podem ser vistas da Terra, o Cruzeiro do Sul teve uma importância enorme na história das navegações.

Embarque nessa viagem.

Depois de aprender tanto sobre as constelações, que tal vê-las com seus próprios olhos? Até meados de abril, a partir do início da noite, a diversão pode começar! Estenda seu braço direito para o Oeste, que é onde o Sol se põe. Fazendo isso, você estará olhando para o Sul. Nessa direção encontra-se o Cruzeiro do Sul.
Quer ver Órion e Cão Maior? Então, olhe para cima, pois essas constelações estarão bem altas no céu. Localize, primeiro, as Três Marias, que são muito fáceis de achar e ficam na constelação de Órion. Perto delas estará Sirius, uma das estrelas de Cão Maior. Para encerrar, procure por Touro.

 Essa constelação encontra-se, no começo da noite, mais para o poente, no lado oposto a Sirius. Dela faz parte um grupo de estrelas que tem o aspecto da letra V (veja a primeira figura deste texto).
Pronto! Você acaba de contemplar o céu como os gregos e os romanos na Antiguidade, assim como os europeus no século 16. Parabéns!

Calendário estelar

Já que falamos do Cão Maior, vale a pena lembrar que, nessa constelação, fica a estrela mais brilhante do céu: Sirius! “Esse astro era usado como um marcador de tempo pelos egípcios e servia para identificar a chegada da cheia do Rio Nilo”, conta Paulo Cesar Pereira. “A cheia era uma época de fertilidade do solo e abundância de peixes para aquele povo que vivia no deserto.”

Mas como as estrelas ajudavam a marcar o tempo? Elas podiam ser usadas para isso porque têm um movimento aparente durante a noite e ao longo do ano. “Esse movimento é chamado aparente porque, na verdade, quem se move é a Terra”, conta Paulo Cesar Pereira. No passado, era comum usar essa movimentação para medir a passagem do tempo. Afinal, uma estrela como Sirius parece ocupar posições diferentes ao longo da noite e também durante o ano inteiro.

Fonte: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/estrelas-que-contam-historias/ 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Universo: origem.



O universo é conjunto de galáxias, estrelas, planetas e corpos celestes, alguns já identificados, mas muitos ainda desconhecidos pelo ser humano.

É impossível ter ideia de seu tamanho.

A própria origem do nome já explica isso: univérsus, ‘todo, todo inteiro; o universo’, com origem no idioma Latim.

Origem do Universo

Como ele surgiu? Os cientistas já pesquisaram muito a este respeito e atualmente a teoria mais aceita para explicar sua origem é a chamada teoria do Big Bang, ou seja, “Grande Explosão”. De acordo com essa teoria, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão é usado porque houve uma grande liberação de energia, criando o que conhecemos atualmente como espaço-tempo.

A teoria do Big Bang tem como base a teoria da relatividade proposta pelo físico Albert Einstein (1879-1955) e também nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), que demonstraram que o universo não é estático, pelo contrário se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.

Galáxias e Via Láctea

As galáxias são sistemas estelares isolados no universo que possuem bilhões de estrelas, asteroides, etc. A Via Láctea é a galáxia onde está a Terra, tendo o Sol como estrela principal e outros planetas que circulam em sua órbita, por isso chamada de Sistema Solar.
Oito planetas que fazem parte do sistema solar são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Importante lembrar aqui, que até Agosto de 2006, Plutão era considerado o nono planeta, desde então passou a ser classificado como planeta anão.

Curiosidade

O nome Via Láctea, que significa “Caminho do Leite”, vem da mitologia grega. Segundo os gregos, ela originou-se do leite derramado pela deusa Hera quando esta amamentava seu filho, o voraz Hércules.

Fonte: 
http://www.smartkids.com.br/trabalho/universo

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Verminoses


Verme é o nome dado a animais de corpo fino e alongado. Eles pertencem ao grupo dos platelmintos e nematelmintos.


Alguns platelmintos e nematódeos provocam doenças: as chamadas 
verminoses. Eles se hospedam no corpo dos seres humanos e de outros animais, alimentando-se dos nutrientes encontrados ali. Por fazerem isso, são chamados de parasitas.

Essas doenças geralmente provocam palidez, dores na barriga e diarreias nas pessoas atingidas. Caso não sejam bem tratadas, podem provocar problemas mais graves, como anemia e desidratação. 

Por isso, uma pessoa que sente esses sintomas por mais de uma semana deve visitar o médico. 
Tomar remédio por conta própria não adianta, já que não existe um único para todos os parasitas. Assim, o médico é quem vai descobrir o verme exato que está provocando o problema.

As principais doenças causadas pelos vermes são: 

Teníase ou solitária – é causada pela tênias que parasita porcos e as que parasitam bois. Ao se alimentar da carne mal cozida desses seres vivos contaminados, o ser humano pode ser infectado. Nesse caso, a solitária se prende no intestino humano, e pode chegar a atingir 9 metros de comprimento.


Cisticercose
 – provocada quando o ser humano ingere os ovos das tênias junto com a água ou alimentos contaminados. Elas podem provocar desmaios e convulsões.

Esquistossomose ou barriga-d’água
 – causada pelo verme esquistossomo (Schistosoma mansoni). Ele entra no corpo através da pele, quando a pessoa entra em contato com a água contaminada. Assim, provoca febre, coceira na pele e diarreia. Depois de um tempo, ele passa a viver nos vasos sanguíneos do fígado, podendo fazer com que a pessoa fique com a barriga enorme e sinta muito desconforto.


Ascaridíase 
– transmitida pelo Ascaris lumbricoides, vulgarmente conhecido como lombriga. A contaminação acontece quando a água, alimentos ou a mão estão contaminados pelos ovos desse animal, e a pessoa os leva à boca. Esses parasitas ficam nos pulmões, traqueia e intestino.





Assim, é importante:


- lavar os vegetais antes de serem comidos;

- beber somente água filtrada, fervida ou de garrafinha;

- não comer carne crua;

- sempre lavar as mãos, principalmente antes das refeições e depois de ir ao banheiro;

- evitar levar a mão à boca; 

- não nadar em qualquer lugar;


- sempre andar calçado.



Fonte: http://www.escolakids.com/verminoses.htm